sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Aquariofilia em prol do meio ambiente - Parte 2

Programa Agentes Ambientais Populares do município de Mesquita (Rio de Janeiro)

TEMA: Ambientes aquáticos do Município de Mesquita
LOCAL DE APRESENTAÇÃO: Escola Ely Bahia.

O Município de Mesquita está desenvolvendo o Programa Agentes Ambientais Populares, que faz parte de um macro-contexto de qualificação ambiental, cujos objetivos são a formação de cidadãos capazes de interagir pró-ativamente na identificação e resolução de conflitos sócio-ambientais que permeiam a sociedade mesquitense em suas mais variadas formas e situações.


Para um efeito mais didático e menos cansativo para os agentes ambientais, subdividi nas seguintes temáticas:

1 - Ambientes aquáticos perenes e anuais (Preservação e equilíbrio)
2 - Elementos bióticos: Cadeia trófica (Equilíbrio dos habitats)
3 - Elementos abióticos
3a - Parâmetros físicos: turbidez, temperatura
3b - Parâmetros químicos: pH, GH, amônia, nitrito, nitrato, fosfato, DBO.
4 - Potabilidade:
4a -Fatores sanitários para consumo humano.
4b - Fases do tratamento da água: Filtragem, floculação, decantação, filtro de carbono, desinfecção.
5 - Doenças de veiculação hídrica: Amebíase, giardíase, gastroenterite, febre tifóide, paratifóide, hepatites e cólera.
6 - Doenças relacionadas à água: teníase, ascaridíase, esquistossomose, ancilostomíase, oxiuríase.


A 1ª parte da aula foi dedicada a localizar dentro do contexto municipal os locais-alvo do programa elaborado, que são os cursos de água vivos, ou seja, aqueles que ainda preservam condições de sustentarem vida subaquática. Nesta fase os alunos identificaram duas situações: o rio dona Eugênia que nasce dentro de uma Área de preservação permanente (Parque Natural Municipal de Nova Iguaçu) e corta uma parte do município de Mesquita. E a APA Mesquita, já dentro dos limites do antigo campo de instruções do Gericinó (Exército).


Utilizando-me de instrumental químico-analítico pude elaborar uma dinâmica laboratorial em sala de aula para derrubar um imaginário popular que traduz "água translúcida" como água potável. Propositalmente "fabriquei" uma amostra de água com valores absurdos de pH (8,0), GH (1), amônia (> 5ppm), nitritos (> 4mg/l), nitratos (>10ppm) e fosfatos (> 5mg/l) e provoquei um estímulo na busca pelas possíveis fontes contaminantes. Como contra-prova utilizei-me de um simples garrafão de água mineral presente na sala, cuja análise apontou absoluta normalidade de parâmetros.

Os testes utilizados são de uso específico em aquariofilia, mas pela precisão dentro do aceitável foram usados apenas como referências demonstrativas.

Fabricantes dos testes:

1 - pH: Alcon
2 - GH: Alcon
3 - Amônia: Alcon
4 - Nitrito: Nutriara
5 - Nitrato: Red sea
6 - Fosfato: Nutrafin

***Conclusão: Demonstro com esta metodologia que é perfeitamente possível agregar valores educacionais a prática da aquariofilia.

***O próximo município onde apresentarei esta dinâmica será Queimados no dia 23 de setembro de 2009.

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3 comentários:

Daniela Lima disse...

***Conclusão: Demonstro com esta metodologia que é perfeitamente possível agregar valores educacionais a prática da aquariofilia.

E vice e versa, a prática da aquariofilia agragar valores educacionais...

Parabéns, queria ter podido participar!!!

byoleandro disse...

Fala aí meu padrinho? onde vai ser a palestra em Queimados?qual horário?
me responde antes de acontecer por favor.grande abraço.

Yoshiharu Saito disse...

Oi Leandro! A palestra foi num brizolão e adotei como temática "aspectos químicos da água" com a mesma metodologia desta matéria em Mesquita.