terça-feira, 14 de abril de 2009

Testando em 1ª mão - NITROBIO



Estou testando o NITROBIO em 3 aquários diferentes (na finalidade e na montagem):

- Um aquário 40x40x40 plantado, já maturado e estabilizado.
- Um aquário 80x40x40 com um casal de boca-de-fogo em postura
- Um aquário 1,00x60x60 com 12 tucunarés.

O mais problemático dos 3 aquários é o de tucunarés por razões relacionadas com biomassa e oferta de ração com alta concentração de proteínas (45% PB). Os níveis de amônia ficam sempre acima de 1,0ppm se não for feita troca de mais de 80% a cada 7 dias.

***Apliquei o NITROBIO hoje na dosagem recomendada pelo fabricante e coloquei uma bomba de ar boyu dupla saída (2x1) para diminuir a DBO que certamente iria às alturas pela forte atividade bacteriana que espero. A primeira reação em contato com a amônia dissolvida é uma espumação leve que some em aprox. 20 minutos, ficando a água com aparência normal.

Segundo o fabricante nos testes de laboratório uma dose apenas foi o suficiente para zerar uma concentração de amônia de 4ppm em 24 horas, logo vou aferir novamente às 16:00hrs de amanhã e volto a postar o resultado.

Os outros dois aquários a inoculação de NITROBIO não apresentou sinais visíveis de reatividade, o que de certa forma já esperava pelo fato de estarem com bom equilíbrio biológico.

O nitrobio é um decompositor de compostos de nitrogênio e como tal é esperado que tudo seja reduzido aos seus compostos mais inócuos que são os nitratos e fosfatos, que também vou medir de acordo com a demanda biológica e os dias corridos.

Nitrobio e seus equivalentes estrangeiros usam a mesma tecnologia para a degradação de matéria orgânica em ETE mundo afora, só que em menores concentrações. É uma tecnologia antiga e que empresas como CEDAE (Rj) já dominam e usam em seu cotidiano.

***A pergunta é: se um fabricante nacional obtém resultados equivalentes aos estrangeiros pq não usá-lo?

Decorridos 24 horas da aplicação eis os resultados que os testes indicaram:

1 - Teste de amônia: de 2,5ppm caiu para 0,00ppm
2 - Teste de nitrito: de 1,0ppm caiu para 0,00ppm
3 - Teste de nitrato: indicou 2,5ppm

Obs: o teste de nitrato comprei ontem e só fiz o teste hoje a tarde, logo não pude medir o valor antes da aplicação das bactérias.

O teste de fosfato indicou 3,00ppm, que posso considerar um valor relativamente alto, mas dentro do contexto aplicado entendo que está absolutamente normal, já que não faço trocas de água a mais de 2 semanas.

***Detalhe: Adicionei 10 engraçadinhos aos 5 que já habitavam o meu plantadinho. Com isto espero aumentar muito a produção de uréia visando tirar proveito da alta capacidade de redução bacteriana do NITROBIO e dar um UP nas plantas, já que não uso nenhum adubo industrializado.

***Terminando: o produto cumpre o que promete.



Os testes anteriores foram feitos em aquários com pH entre 6,6 (plantadinho), 6,8 (tucunarés) e 7,0 (reprodução de boca-de-fogo), como podem ver na postagem acima.

Hoje coloquei em funcionamento um aquário de 35x35x35 equipado com FBF (filtro biológico de fundo ou filtro de placa), bomba submersa 90l/h e substrato de areia de rio natural acrescida de conchas quebradas para levar o pH até 7,8. A intenção é testar como as bactérias se comportam em níveis elevados de pH e o tempo que levam para decompor a amônia após a fixação no substrato.

Para tanto foi colocado como fauna 22 platis (várias linhagens), um barrigudinho macho, 2 espadas fêmeas grávidas. O aquário já estava com água a mais de 10 dias, mas ainda sem bomba, apenas com aeração por pedra porosa.

Não é preciso falar (acho que todos sabem) que amônia e nitritos são muito mais perigosos qto maior for o valor do pH, e é justamente este ponto que pretendo avaliar além (é claro) do potencial degradador da colônia bacteriana uma vez fixada pelo FBF.

A dosagem que pretendo usar é a recomendada pelo fabricante que é 01 gota por litro na montagem e mais 01 gota por litro após 3 dias, seguidos da dose de manutenção a cada semana.

*Os testes anteriores apontaram que doses menores (metade) durante a manutenção têm igual capacidade degradante que as doses recomendados pelo fabricante, fato este que atribuo a fixação de parte das bactérias nas dosagens iniciais.

**Decorridos uma semana após a inoculação das bactérias neste aquário alcalino (ph 7,8) pude constatar que mesmo com uma população muito superior ao recomendado para a capacidade volumétrica do aquário os níveis de amônia e nitritos não subiram além do 0 (zero) em momento algum. Momentos antes da introdução dos platis o teste de amônia mediu 3ppm (teste prodac) e nitrito 1,5 ppm (teste alcon). A introdução dos platis foi simultânea à inoculação do NITROBIO.

A aferição dos 4 parâmetros (amônia, nitrito, nitrato, fosfato) e a constatação da estabilidade dos valores mostra que a capacidade de fixação bacteriana do FBF (filtro biológico de fundo) é infinitamente superior a outros muito mais evoluidos ou modernos, isto é fato - como também é a complexidade de ajustar esse sistema para a obtenção de máximo desempenho. Uma fórmula que perdeu-se no tempo.


Acima: o aquário de 80x40x40 que abriga um casal de boca-de-fogo (Cichlassoma meeki) em reprodução.

Acima: o tanque de 1,00x60x60 com 12 tucunarés.


Acima: um detalhe do crescimento vigoroso das chigogas (Eichornia crassipes) após a inoculação do NITROBIO. Uma prova visual bem interessante da disponibilidade de nitratos e fosfatos proveniente da implementação do ciclo do nitrogênio pelas bactérias aeróbicas.
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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Aquário público: Pq de sua existência e manutenção?

Como vcs podem notar o texto faz menção ao aquário público de Aparecida (SP), localizado dentro do santuário de N. S. de Aparecida (Área anexa). O valor pago é 3 reais/adulto e 2 reais/criança, sendo que até os 7 anos é entrada franca.


Igualzinho um cinema...rs


O que levanto aqui é a validade (ou não) de uma atração cujo valor investido na fase de projeto e implementação é altíssimo, assim como a manutenção e não é cobrando r$ 3,00 (que sejam r$ 30,00 não importa) que existirá retorno de tudo que foi posto até a data da inauguração.


O simples apelo de atração visual não justifica tal empreendimento se forem a ele atreladas outros atrativos ou utilidades. Tudo bem que durante minha visita o local estava bem cheio e movimentado, mas e os dias em que o público pagante escasseia?


Vejo como primordiais atividades extra-visitação tais como estágios supervisionados, desenvolvimento de tecnologias, pesquisas e estudos acadêmicos, etc.


Notem o amplo salão de um setor. Merece este aquário público um comentário: foi muito bem elaborado no projeto com locais bem estudados para compor o cenário geral, mas chamou-me atenção qto ao aspecto específico dos aquários e dos peixes: preocupou-me demais a absoluta falta de decoração (layout) e um misto de desleixo + desconhecimento com a maioria dos peixes. Explico: notei ferimentos, intoxicações (peixe-leão), mutilações, peixes obesos, incompatibilidades biológicas, aquários mal-montados (excesso de enfeites de plásticos!!!!), etc. Ao conhecedor mais experiente fica óbivio que os cuidados não estão sendo conduzidos por alguém do ramo e sim por um gestor alienígena. Uma pena mesmo....


O tanque do tubarão é de longe o que mais atrai visitantes e por isso mesmo o mais cuidado, mesmo assim é como botar um kinguio numa jarra de suco.


Que aperto meu amigo!!!!


Outra atração legal é o aquário multi-face bem parecido com o que existia no barra shopping onde convivem mega-jumbos como tambaqui, surubim e um imenso cardume de lambaris.


Setor oposto ao da entrada.


Como mencionei anteriormente um aquário público é um bom local para a prática da educação ambiental já que a interação é forte e abre horizontes para muitas discussões.


O que faz uma área de recreação infantil dentro do aquário público? Resposta abaixo...


Preciso explicar?



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domingo, 22 de fevereiro de 2009

A loja é o de menos! O que importa é quem está lá...

Aqualoucos é uma Loja bem recente localizada na rua Pereira Nunes, 207. Telefones: 3286-0293 e 9899-3078. Fica próximo ao Shopping Tijuca. Quem atende é o nosso amigo Anderson.


A loja não faz concessão ao luxo (ainda bem...rs) e em troca oferece a presença quase constante de muitos aquariofilistas sempre dispostos a uma conversa sobre várias temáticas de nosso hobby. Boa oferta de plantas, equipamentos, substratos bem variados (incluso areia de piscina), sistemas de gás carbônico, etc.


O interessante (se vc for lá) é uma mini-biblioteca bem debaixo do nosso nariz para quem quiser uma consulta, além da conexão banda larga constantemente logada em vários sites. Muito bacana....rs.


Aqui a bateria dos aquários e sem aquele sistema quase onipresente de filtragem corrente. Um aquário separado do outro. Como nos velhos tempos. Uma simples questão de sanidade.

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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Reunião de Tamandaré(Pernambuco) - O documento redigido

Na íntegra o documento resultante das discussões sobre ordenamento da atividade hobbista e do mercado aquariofilista no Brasil.

Vejam com atenção quem foram os representantes de nossos interesses>>>

http://www.4shared.com/file/65934547/d6a38a56/_2__rel_peixes_ornamentais_tamandare_out_2007.html

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Nossos inocentes peixes

Autora: Leyla Sá (orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=18174956866127312439 )

Expondo-me de antemão, solicito que não façam conclusões errôneas acerca do que aqui venho, hora, explanar.  Percebo a intenção que todos aqui possuem de fazer explanações, indagações e questionamentos sobre a causa primeira de participação de todos nesta comunidade, ou seja, os nossos adoráveis peixes.

Em meios às tentativas de se fazer sublime um desejo de posse, nós procuramos alternativas que contêm a vida, a dependência, a relação quase recíproca de oferecer a sobrevivência que deveria ser fatídica, embora muitas vezes não seja duradoura, aos nossos olhos ofuscados por tanta beleza e graça proporcionadas por nossos queridos peixes. É desse ponto que parte a reciprocidade, nós oferecemos condições e os nossos peixes retribuem com as suas brincadeiras e nado fascinante que nos envolvem naqueles longos minutos de apreciação. 

O valor de um peixe não deveria ser atribuído apenas por seu preço que geralmente é proporcional à sua beleza ou raridade, mas de posse do ser, pelo valor simbólico que ele carrega quando passo a passo transformam a nossa vida. Pena que geralmente o simbólico vem agregado, ou condiz com o esforço de ser o valor real, ou seja, reais. O que entra em jogo é que tanto neons, que são considerados peixes baratos, como os marinhos, que são considerados caros, discrepam na atenção e preocupação de aquaristas pouco experientes e pouco amantes, que esquecem que o direito a vida sempre deverá estar acima de qualquer outro direito.

Amantes do aquarismo novos no ramo acreditam nos vendedores e depositam valores posteriormente frustrados com a aquisição do peixe. É um pequeno e fútil castelo de arreia que se desmorona quando percebem que o sucesso não se relaciona tão somente ao amor, mas com o controle de parâmetros que exige muito esforço, em especial, baseado na leitura. Eu não culpo a ignorância de vendedores e hobbistas pouco experientes, mas a coleta de informações precisas é primordial para o sucesso, embora não garantido, na criação de animais de estimação. 
De quem é a culpa? De quem mantém a ignorância expressada na venda ou de quem ora não se responsabiliza pela aquisição? A grosso modo, peixes são como carros, eles vem com manual de instrução, embora não tão acessível como o manual do veículo encontrado no porta luvas do carro e que não te deixa a pé. Agora lascou! Assim não dá, assim não dá ... Vamos continuar de forma reacionária o processo de conhecimento da causa primeira de participação de todos na comunidade, ou seja, nossos adoráveis peixes.